Em cada um de nós há dois seres. Os dois coexistem em nós, o do estado prosaico e o do estado poético. Ambos constituem o que somos.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Prós – Ti – Tu - Ta Humanidade
o céu adormece de hora a hora cansado
silêncio de espanto a beber a grávida inocência
que o tempo transforma em lama
são estas as memórias penteadas pelas mãos
a coroar rimas como sons de flautas verdes
sobre bocas minerais e lentas-
trago dos séculos o feitiço
o oco germinar das multidões
que na voz se cala
já nem eu sou lugar de refúgio –
assim acontecem todas as ocupações
tempo em que apodreces
apodreço
apodrecemos
ao relento de qualquer rua vazia e intacta
maria andersen
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
trago palavras no olhos penduradas à luz de qualquer vento
sou esta sendo algo mais que não sei dizer
trago palavras no olhos penduradas
à luz de qualquer vento
é tarde - e as horas são um colar ao redor da vida
feito de pedraria que se quebra contra os dedos –
o tempo corre sem ter pernas
como corre a serpente agarrada à terra
carpindo mágoas – ao redor da cabeça
como estrelas rotas a verter luz
sou isto
& aquilo que aperto dentro da boca
nessa dança louca à flor da pele
onde as águas agonizam presas ao ventre –
tenho nos olhos brisas reunidas
nas veias poemas a arderem como candeias –
inquietas rosas nas línguas que a sede gera
& mordo a seiva em que se desfaz a solidão
& os dedos secam como se estivessem tristes
como se os braços doessem de me apertar o peito
& são estas coisa vivas & mortas
que me amordaçam em plena rua de mim mesma
quebra-se o pensamento quando o cão ladra
a tarde ergue-se em repouso no cabelo
onde as luas adormecem
maria andersen
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
multiplique (Dimi Éter)
só os corações é que somam
são as cabeças que dividem
multiplique isto por dois
não há o que subtrair
são as cabeças que dividem
multiplique isto por dois
não há o que subtrair
Dimi Éter
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
PELO TEMPO CRIADOR
Dentro dos meus olhos
“onde ninguém suporia”
há uma mesa cheia de livros
onde as palavras se entrelaçam
& ao centro um busto de homem
onde os olhos contradizem
todas as regras
em suas mãos celebra-se um poema
pelo tempo criador
deste silêncio:
a vida
Maria Andersen
no thank`s (Dimi Éter )
no thanks
jamais será
como antes
nem tente
quero o de sempre
i' drink and eat
e no fogo
acalmo e salvo
o que puder da vida
nem que seja um palmo
de partida
na hora da chegada
jamais será
como antes
nem tente
quero o de sempre
i' drink and eat
e no fogo
acalmo e salvo
o que puder da vida
nem que seja um palmo
de partida
na hora da chegada
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